O fim dos jornais em papel pode também passar pelo factor “ecologia”. É certo que o papel está cada vez mais caro, as tiragens dos jornais diminuiram e consequentemente o preço do papel aumentou. Ora para se produzir um jornal de papel acarreta factores dispendiosos e a produção do papel traz impactos negativos ao meio ambiente, seja a devastação de florestas e o corte de árvores. A energia gasta pelas fábricas para o fabrico do papel, os combustiveis gastos pelo seu transporte, seja avião ou por carro, a tinta gasta na impressão, novamente a energia das máquinas que fabricam os jornais, e mais uma vez os transportes desses mesmos jornais para todas as bancas e papelarias do país e do mundo. Todas estas condicionantes mostram-nos que de facto ler um jornal online tem um impacto pouco negativo no meio ambiente. Os computadores estão cada vez mais baratos, o acesso à internet é cada vez mais facilitado.
Por exemplo, se eu comprar um jornal de papel todos os dias a 1€, ao fim do mês gasto 30€ num só jornal, enquanto que hoje em dia uma mensalidade paga a um ISP pode ficar a menos de 30€ por mês com vantagem que em vez de ter acesso a um só jornal, tenho acesso a todos os jornais que eu quiser, desde que estes tenham as suas versões online.
Mal sabia Johannes Gutenberg que 500 anos após ter inventado a tipografia o uso do papel estaria em risco podendo mesmo tornar-se obsoleto. Estamos numa nova revolução protagonizada não por Gutenberg, mas sim por Tim Berners-Lee o criador da WWW (World Wide Web).