Nova Era – Web 2.0

Vivemos actualmente na era da web 2.0, plataforma das redes sociais, blogues, wikis, todo um conjunto de tecnologias da informação que permitem aos internautas uma maior liberdade e participação nos mais variados suportes online. As pessoas sentem cada vez mais necessidade de expressar a sua opinião, de serem criadores do seu próprio espaço. Este actual poder de partilharmos com o mundo os nossos pensamentos e interesses através de sites como o Facebook, Twitter, Myspace, Hi5, Youtube, Delicious, Weblogues, FotoBlogues vem marcar uma era de constante informação que evolui a uma velocidade instantânea.

Kelly McBride do The Poynter Institute afirma que os jornalistas já não são os gatekeepers das notícias, e que devemos reconhecer que a internet é uma força que mudou e vai continuar a mudar a maneira como fazemos notícias. Os blogues são ainda mais poderosos, surgem constantemente novas informações e os bloggers  estão a influenciar o mundo do jornalismo, já que assumem o papel de Jornalista Cidadão.

José Vitor Malheiros, editor de opinião do Público Online afirma que os jornais estão a atravessar uma crise

“devido ao novo modelo de consumo on-line da informação, ao qual os jornais ainda não encontraram forma de se adaptar, e que é tanto uma crise por ausência de um modelo de negócio on-line como uma crise de definição dos novos produtos em si (e que é resultado do aparecimento da Internet, de novos suportes de comunicação, novos concorrentes, multiplicação de formas de acesso à informação, etc.).”

A internet mistura todos os suportes, vídeo, imagem, som, hipertexto e o modelo de negócio que funcionava para toda a imprensa vai ter que ser repensado

“É duvidoso que volte a haver um modelo único de negócio one size fits all. Como a Internet tornou duvidosa a sobrevivência do “jornal transatlântico”, que faz tudo, tem tudo e continua a tentar ser o single shopping point onde o cidadão pode encontrar toda a informação.”

José Vitor Malheiros na III Jornada de Comunicação do ISLA afirmou que “os jornais são uma espécie em risco de extinção”. Segundo as estatísticas o número de jornais diminuiu, mas refere que hoje em dia os jovens lêem mais, mas não no papel e sim online “o jornal de papel não faz sentido à velocidade que as coisas aparecem”.

Números assustadores mostram que desde o inicio de 2008 mais de 120 jornais americanos fecharam as portas e foram despedidos mais de 21 mil jornalistas. O New York Times, considerado o melhor jornal do mundo não é excepção e também demitiu cem pessoas, e as que ficaram vão ver reduzidos em 5% os seus salários.

Um gráfico do Pew Research Center for the People & the Press, mostra que os jornais de papel foram superados pela Internet como fonte de informação.

Esta tabela mostra-nos também que em 2008 a internet igualou a TV como principal fonte de informação, ficando os jornais de papel muito atrás de ambos. Não há ainda dados oficiais de 2009, mas estima-se que a internet já tenha superado a TV e consolide a liderança como principal fonte de informação.

Gráfico que mostra a queda acentuada das vendas dos jornais norte-americanos. 1990 até 2008

Encontrei um video interessante de 1981 onde mostra as primeiras tentativas de edições online. Segundo o Innosight as notícias online eram 50 vezes mais dispendiosas do que são actualmente.

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